Segue para sanção PL que cria o Dia de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher

Deputada Mariana Carvalho e Ministro da Saúde, Dr. Marcelo Queiroga; autora e idealizador do projeto.

O Senado Federal concluiu a votação do Projeto de Lei 1136/2019, que cria o Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, a ser celebrado no dia 14 de maio. A proposta é de autoria da Deputada Mariana Carvalho e foi idealizada pelo Dr. Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e atual Ministro da Saúde. O projeto segue para sanção presidencial.

A iniciativa pretende ajudar na conscientização e prevenção sobre os fatores de risco cardiovascular para ampliar e antecipar o diagnóstico dessas doenças na população brasileira, especialmente nas mulheres. O texto agora será analisado pelo Senado.

A relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), lembrou que as doenças isquêmicas do coração são responsáveis pela maioria das mortes em todos os estados brasileiros e um aspecto particular é o da desigualdade entre as regiões, tanto no acesso ao diagnóstico quanto ao tratamento. “Em 2019, foram mais de 170 mil óbitos de mulheres, sendo a primeira causa de mortes na população feminina”, destacou.

O objetivo da proposta é criar ações do poder público para organizar palestras, eventos e treinamentos sobre o tema, antecipando assim o diagnóstico. “Ter um dia específico todos os anos para isso, com a mobilização do poder público, entidades e sociedade será muito importante”, explica Mariana Carvalho 

A autora justifica a iniciativa com o argumento de que as doenças cardiovasculares são as grandes causadoras de mortalidade no mundo e no país. Por isso a necessidade do alerta de fatores de risco para essas doenças cardiovasculares em mulheres, como a alimentação inadequada, baixa atividade física, consumo de álcool e tabagismo.

PRINCIPAL CAUSA DE ÓBITOS ENTRE MULHERES

De acordo com informações do Datasus, em 2019 as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por mais de 170 mil óbitos de mulheres no Brasil, representando a primeira causa de morte na população feminina e superando, até mesmo, o número de óbitos por neoplasias.

“Na maioria das vezes, as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas por ações de saúde pública que envolvem o controle de fatores de risco, assim como pelo manejo clínico otimizado dos pacientes. A redução das doenças cardiovasculares em mulheres no Brasil, e no mundo, é uma tarefa complexa, que depende de inúmeros agentes e de um esforço continuado”, justificou a deputada Mariana Carvalho.

Ela explica que a abordagem com as mulheres é importante e não reduz a necessidade de se alertar a toda a sociedade, inclusive os homens. “Mas vivemos hoje uma situação que pede total atenção para as mulheres. Os números impressionam e hoje as chamadas doenças do coração são as que mais matam mulheres no mundo todo”, ressaltou a Deputada, que é médica com especialização em cardiologia.  

De fato, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte de mulheres no mundo, representando 35% dos óbitos anuais, conforme alertam especialistas na revista médica The Lancet. Eles criticam o pouco reconhecimento dado a essas patologias nas mulheres.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a proporção de mortes por doenças cardiovasculares entre homens e mulheres, que já foi de 9 homens para cada mulher, está em 5,3 homens para cada 4,7 mulheres. Ou seja, o número praticamente se igualou e em poucos anos, o que causa grande preocupação.

Alimentação inadequada, baixa atividade física e o aumento do consumo de álcool e cigarro entre as mulheres são fatores que contribuíram para isso. As mulheres têm ainda o aumento de prevalência das doenças cardiovasculares e de mortes após a menopausa, o que agrava as perspectivas em futuro próximo pelo envelhecimento e adoecimento da população feminina no Brasil.

“Ao tratar do tema e alertar as mulheres para esses dados alarmantes, toda a sociedade estará sendo alertada. Aguardamos a sanção do presidente para que já neste ano possamos ter campanhas de conscientização para toda a sociedade”, finalizou a deputada. 

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